Prática permite conhecer melhor o público, tornar as mensagens mais assertivas e mensurar resultados com precisão
O uso de dados na comunicação tem crescido exponencialmente nos últimos anos, impulsionado pelo avanço da internet e pela transformação digital. Segundo o relatório Data Never Sleeps, da Domo, empresa norte-americana especializada em Business Intelligence, só em 2024, a cada minuto, mais de cinco milhões de buscas foram feitas no Google e mais de um milhão de perguntas foram endereçadas a Siri, a assistente virtual da Apple. E, de acordo com a OpenAI, o ChatGPT processa mais de 2,5 bilhões de prompts de usuários todos os dias, o que equivale a cerca de 1,7 milhão de instruções por minuto. Esses números evidenciam a dimensão e a velocidade com que dados são gerados continuamente na sociedade digital.
A grande quantidade de dados e informações que pode ser coletada no universo digital, ao ser analisada, pode ajudar a compreender o que as pessoas pensam e desejam e seus hábitos e comportamentos. Isso permite, entre outras vantagens, conhecer melhor o público e elaborar estratégias cada vez mais assertivas e personalizadas.
Neste post, vamos entender como coletar esses dados, a importância de saber transformá-los em informações para a tomada de decisão, as melhores práticas de uso de dados na comunicação e os seus benefícios.
Uso de dados pelas empresas de comunicação
A pesquisa “Cultura de Dados, Mensuração e Inteligência Artificial na Comunicação”, realizada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) e divulgada em outubro de 2025, mapeou o nível de maturidade no uso de dados das áreas de comunicação das organizações participantes.
Os resultados foram os seguintes: 48% delas encontram-se em nível intermediário (a estratégia da área é construída a partir de dados); 41% no nível básico (a interpretação dos dados é utilizada para apoiar as decisões de negócios); 10% no nível avançado (os dados são utilizados para uma evolução contínua da estratégia de negócios); e 2% no nível inicial (os dados são usados apenas para fins de relatório).
O levantamento também apontou que os principais processos mensurados pelas áreas de comunicação são mídias digitais e sociais (85%), relacionamento com a imprensa (72%), eventos (67%) e comunicação interna (52%).
Estratégias de coleta de dados
A coleta de dados permite uma visão mais precisa do público, fortalecendo decisões de comunicação baseadas em dados e não apenas em intuição. Entre as principais formas de obtenção de dados estão:
- Preenchimento de formulários online: usuários informam alguns dados, como nome, e-mail e interesses, em troca do acesso a materiais ricos e conteúdos gratuitos, como e-books, newsletter ou webinários;
- Análise de navegação: informações sobre o comportamento dos visitantes de um site, obtidas por ferramentas como o Google Analytics, identificam páginas mais acessadas e origem do tráfego;
- Monitoramento de redes sociais: acompanhamento das menções à marca e interações e reações dos usuários em plataformas como Instagram, TikTok e LinkedIn podem revelar achados importantes;
- Pesquisas de mercado: aplicação de enquetes ou questionários detalhados via Google Forms ou SurveyMonkey, por exemplo, permitem entender interesses, dores e necessidades do público.
- Análise de temas mais procurados na internet: ferramentas como Semrush ajudam a identificar quais assuntos e palavras-chave têm mais intenções de busca e maior relevância nas pesquisas dos usuários.
Como usar dados em comunicação
Confira algumas dicas de como utilizar dados com o objetivo de tornar a comunicação mais estratégica, preditiva e alinhada aos objetivos do negócio:
1. Tenha metas bem definidas: estabeleça objetivos claros e mensuráveis, como alcance, engajamento e reputação, para direcionar quais dados devem ser coletados e analisados.
2. Selecione fontes relevantes: utilize ferramentas como Google Analytics, dados das redes sociais, formulários de feedback, sistemas de Customer Relationship Management (CRM) e indicadores de satisfação, como Net Promoter Score (NPS).
3. Priorize dados atualizados: informações em tempo real ou recentes permitem respostas mais rápidas, reduzem riscos e aumentam a capacidade de antecipação.
4. Automatize a coleta: dashboards e integrações entre plataformas ajudam a centralizar dados, ganhar escala e evitar análises manuais pouco eficientes.
5. Use inteligência artificial na análise: aplique IA e machine learning para identificar padrões de comportamento, segmentar públicos e prever crises ou oportunidades.
6. Identifique insights: vá além dos números e interprete o que eles dizem sobre o público, o contexto e a percepção da marca.
7. Coloque em prática os achados: calibre o tom de voz, refine mensagens, teste novos canais ou reposicione narrativas com base nos insights obtidos.
8. Monitore: acompanhe os resultados e faça ajustes, se necessário, para melhorar a performance da comunicação.
Como transformar dados em informações
O uso de dados tornou-se um pilar estratégico para empresas que visam otimizar resultados e fortalecer sua reputação. Mas é preciso processar essas informações — analisar, tabular e cruzar os dados — para transformar dados brutos em insights e informações para a tomada de decisão.
Por isso, é importante considerar os objetivos do negócio, o momento da marca e o comportamento do público. Ao utilizar diferentes fontes — como dados de navegação, engajamento, percepção e mercado –, a comunicação ganha profundidade, precisão e capacidade analítica.
Quando bem trabalhados, os dados deixam de ser apenas métricas e passam a direcionar estratégias concretas. Eles ajudam a ajustar narrativas, antecipar riscos, identificar oportunidades e medir o impacto das ações de forma contínua. Assim, a comunicação se torna mais integrada e orientada por evidências, apoiando decisões mais seguras e resultados sustentáveis.
Benefícios do uso de dados nas estratégias de comunicação
As principais vantagens do uso de dados nas estratégias de comunicação de uma marca são:
- Conhecer melhor o público: a análise de comportamento, interesses e preferências ajuda a compreender quem é a audiência, o que ela valoriza e como se relaciona com a marca.
- Prever tendências: a análise de interações, buscas e métricas de audiência permite identificar interesses e padrões de comportamento, consumo e engajamento antes que eles se consolidem.
- Antecipar crises: ao monitorar menções negativas e mudanças na percepção do público, as marcas identificam pontos sensíveis e sinais de alerta. Assim, podem ajustar discursos e agir rapidamente para mitigar riscos evitar que uma possível crise ganhe escala.
- Mensurar resultados: é possível conhecer com mais precisão o alcance de diferentes ações — por exemplo, em uma estratégia de divulgação, o índice de conversão e quem foi impactado.
- Tomar decisões mais assertivas: os dados reduzem “achismos” e subjetividades, permitindo ações baseadas em evidências concretas sobre público, canais, mensagens e timing.
- Direcionar investimentos: os dados mostram quais ações, canais e formatos geram melhores resultados, permitindo alocar recursos de forma mais eficiente e estratégica.
- Personalizar a comunicação: é possível segmentar públicos e adaptar linguagem, formatos e conteúdos, tornando a comunicação mais relevante e eficaz.
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