Posicionamento nas eleições: Sua empresa se posicionou? Por quê?

Posicionamento nas eleições: Veja o que podemos tirar de lição sobre esse período, que foi conturbado, mas que serve de exemplo para o dia a dia das empresas

O período de campanha eleitoral foi marcado pela troca de ideias e, muitas vezes, pela defesa de um ou de outro candidato. Mas, e as marcas? Como deveriam, se é que deveriam, ter se posicionado no cenário político?

Antes de responder à essa pergunta devemos pensar nas características que fazem uma empresa ser admirada pelo seu público. Hoje, as pessoas consideram atributos ao fazerem suas decisões de compra que vão além das características do produto ou serviço. Para cativar sua persona é preciso estabelecer uma relação.

Isso somente acontece quando as empresas compartilham valores (e demonstram por meio de posturas) com o público que desejam atingir. É de acordo com o perfil com que sua marca se relaciona que você vai saber se é uma boa ideia compartilhar um posicionamento ou não. A forma de expor essa opinião, se a decisão for afirmativa, também deve ser feita com cuidado.

As últimas eleições

Nessa eleição, o noticiário pipocou matérias sobre o posicionamento de famosos, que como influenciadores são uma marca e também representam outras em campanhas publicitárias, de empresas e estabelecimentos comerciais. E como ficou a imagem deles? A consequência foi positiva? Depende.

Posicionamento nas eleições: Maní

O Maní, restaurante de alto padrão da capital paulista, se posicionou pelo #elenão. Resultado? Clientes descontentes, dizendo que não querem mais voltar a comer lá. Uma das possibilidades dessa reação é que o perfil o qual frequenta o local, a elite, não se identifica mais com os valores do restaurante. Isso ocorre porque essa parcela da população vota majoritariamente em Jair Bolsonaro. Assim, acontece uma quebra, um afastamento.

Anitta

Em outro caso, o próprio público exigiu o posicionamento do artista, estamos falando da cantora Anitta. O grupo LGBT, que representa grande parte de seus admiradores, desejava saber se ela iria votar em um candidato que já fez declarações homofóbicas. Anitta respondeu a favor do #elenão e manteve a coerência de sua trajetória e com os seus fãs.

Há marcas que não se pronunciaram especificamente a favor de um ou outro candidato, mas já mostraram seus valores em outros posicionamentos ao longo do tempo. O importante – na hora de expor uma colocação ou não – é ter uma estratégia definida, conhecer o seu público assim como ter um plano de comunicação para conter uma possível crise de imagem.

Nesse sentido, é essencial se reunir com os funcionários e deixar claro a decisão estabelecida. Uma conduta recomendada é alertar sobre os compartilhamentos sobre visão política em redes sociais. O privado não pode ser confundido com as ideias da marca.

É preciso atenção no posicionamento nas eleições

Esse é um cuidado que, se aplicado, pode evitar muitos problemas de exposição indesejada na mídia. O intuito é apenas relacionar a imagem da sua empresa com os valores os quais ela realmente acredita e quer ser vinculada.

Falamos nisso em um cenário extremamente polarizado. No entanto, as recomendações e o posicionamento servem continuamente para moldar a forma com que a marca quer ser vista e como irá conduzir – por meio de ações e campanhas – a percepção no imaginário das pessoas; sua identidade.

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